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Orientações de Saúde - Crise de Pânico - Manejo Imediato

Publicado: Terça, 06 de Agosto de 2024, 09h25 | Última atualização em Terça, 01 de Setembro de 2026, 11h01

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Os ataques de pânico podem acontecer em qualquer transtorno de ansiedade e não apenas no Transtorno de Pânico. Os ataques aparecem de forma espontânea, sem um claro desencadeante.

As crises são caracterizadas por um quadro de início agudo, com sensação súbita e inesperada de terror, associada a muitos sintomas autonômicos, em particular os cardiorespiratórios (taquicardia, dispnéia, sensação de asfixia, desconforto torácico, vertigem), além de sudorese, tremores, náuseas, desrealização, parestesias, ondas de frio e de calor e medo intenso de morrer, ficar louco ou perder o controle.

Algumas condições clínicas podem causar sintomas semelhantes aos da crise de pânico (arritmias, isquemia cerebral, doença coronariana, tireotoxicose). A história e o exame clínico são, geralmente, suficientes para excluir estas condições.

O manejo imediato:

- Tranquilizar o paciente informando que os sintomas são provenientes de um ataque de ansiedade, não sendo oriundos de uma condição clínica grave com risco de morte iminente

- Reconhecer que a crise é realmente muito desagradável e causa mal-estar muito forte, ressaltando que isso também ocorre com um grande número de pessoas

- Reforce que é de caráter passageiro (cerca de poucos minutos)

- Instrua o paciente a respirar pelo nariz, e não pela boca: Ele precisa tentar controlar a frequência de inspirações no intuito de não hiperventilar

- Nos pacientes com sintomas de predominância respiratória, relacionados à hiperventilação, orientar a respiração diafragmática: O paciente deve ser instruído a respirar com o diafragma e limitar o uso da musculatura intercostal (utilizar mais a movimentação abdominal, evitando a expansão torácica). Deve-se estimulá-lo a respirar lentamente até que os sintomas de hiperventilação desapareçam Em grande parte das vezes, a tranquilização rápida e o caráter autolimitado dos sintomas são suficientes para terminar com a crise. Em crises muito intensas ou prolongadas, o uso de benzodiazepínicos de ação curta, por via oral, são a primeira escolha, podendo ser administrados.

Atenção: Não se recomenda a administração de benzodiazepínicos por via intramuscular devido a absorção errática.

 

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